quinta-feira, 2 de julho de 2009

Anúncios politicamente incorretos

Quais foram os anúncios mais politicamente incorretos da história?
Desde propaganda de cocaína e de armas para crianças até gente vendendo escravos, muitos anúncios lutam pelo título de mais politicamente incorreto da história. São todos tão bizarros que nenhuma revista ou jornal hoje se atreveria a publicá-los. "A ideia do que é politicamente incorreto muda com o tempo. Essas propagandas são um reflexo dos costumes da época, e o que hoje parece absurdo antes não era nada de mais", explica o professor José Roberto Whitaker Penteado, da Escola Superior de Propaganda e Marketing, de São Paulo. Não à toa, a maioria dos anunciantes modernos não teria nem coragem de fazer anúncios assim. Afinal, não são loucos de ofender os consumidores e, além de perder um montão de dinheiro por causa disso, correr o risco de parar na cadeia!
Se a propaganda é a alma do negócio, veja como ela também já foi um baita espírito de porco!

Falta de noção - Venda de armas para crianças
Onde - EUA
Quando - 1957
E dá-lhe munição em mais um anúncio da terra do Tio Sam, onde, para um menino ser macho, era preciso carregar um trabuco. Isso sem falar no duplo sentido para lá de "suspeito" da frase "para alguma coisa extra... leve um garoto para caçar". Sei não...





Falta de noção - Navalha na mão de criança
Onde - EUA
Quando - 1900
Na época, o produto até era inovador - uma lâmina mais segura, que faz a barba sem ferir a pele e evita acidentes. Mas de quem foi a ideia bizarra de enfatizar isso com um bebê segurando a gilete? Se o cara trabalhasse numa agência do Roberto Justus, certamente estaria... demitido!




Falta de noção - Venda de armas para crianças
Onde - EUA
Quando - 1972
Família feliz é uma família com espingardas na mão? Bom, só se for de serial killers! Mesmo sendo de chumbinho, é muita falta de noção anunciar armas como presente para a criançada. Imagine uma dessas nas mãos da Maísa: o Silvio Santos estaria fulminado!


Falta de noção - Médico fazendo propaganda de cigarro
Onde - EUA
Quando - 1930
Para dar a impressão de que seus cigarros eram saudáveis, esta marca colocou um médico dizendo que eles faziam menos mal. Segundo o anúncio, mais de 20 mil especialistas compartilhavam da mesma opinião. Bom, ou eles eram muito ingênuos ou uns baita mentirosos...


Falta de noção - Incentivar o fumo passivo
Onde - EUA
Quando - 1970
Quer conquistar a gata? Fácil: "Solte uma baforada na cara dela e ela vai segui-lo por toda parte". É, no mínimo, birutice vender o mix de machismo e intoxicação como receita para seduzir alguém, né?


Falta de noção - Bebê em propaganda de cigarro
Onde - EUA
Quando - 1950
Já esta marca não só escalou um bebezinho para a propaganda como ainda o fez falar: "Antes de me dar uma bronca, mamãe... talvez seja melhor você acender um Marlboro". Ou seja, além de apanhar, o bebê ainda iria ganhar umas baforadas na cara antes...





Falta de noção - Machismo e violência contra a mulher
Onde - EUA
Quando - 1953
Na metade do século passado, este anúncio de ketchup pisou na bola feio ao dizer que a nova embalagem do produto era tão fácil de abrir que "até uma mulher conseguiria". Bom, sem comentários, né?


Falta de noção - Machismo e violência contra a mulher
Onde - EUA
Quando - Décadas de 1950 e 1970
Segundo esta marca de café, se uma esposa não preparasse a bebida com o seu produto, supostamente o melhor, o marido teria todo o direito de lhe dar umas porradas... Outros anúncios, como estes de calças e de sapatos, defendiam que o homem deveria manter a mulher "onde ela pertence", ou seja: no chão, como capacho...


Falta de noção - Machismo
Onde - EUA
Quando - 1961
Quando este produto chegou ao mercado, ninguém reclamou da propaganda, que dizia com todas as letras: "Nosso Chef faz tudo, menos cozinhar - mas é para isso que servem as esposas!" Imagine o "sucesso" que o eletrodoméstico faria entre as donas-de-casa hoje...


Falta de noção - Anúncio de escravos
Onde - Brasil
Quando - 1821

Nos jornais do Brasil já foi possível encontrar pessoas à venda no meio de classificados de casas e carroças. No anúncio do Diário do Rio, o proprietário descrevia até os "dotes" do escravo. Em outro jornal da época, oferecia-se recompensa para quem capturasse uma escrava fugida. Esse barbarismo acabou com a assinatura da Lei Áurea, em 1888...


Falta de noção - Pastilha de cocaína para crianças
Onde - EUA
Quando - 1885
Quando ainda não se sabia sobre o mal que a droga podia causar, essas pastilhas de cocaína eram vendidas para tratar dor de dente, sendo especialmente indicadas para crianças! Para completar, os fabricantes ainda diziam que o remédio deixava a galera "com um humor melhor"...


Falta de noção - Propaganda de lança-perfume
Onde - Brasil
Quando - 1900
O cartaz apelava para a sofisticação e o erotismo na hora de mandar o recado: lança-perfume era a alegria de qualquer festa. Ficava todo mundo meio leso, mas ninguém estava nem aí. Bom, isso até o "perfuminho" ser proibido no Brasil, em 1961.





Feitos para chocar
Alguns anúncios são controversos por querer, como forma de levantar a discussão acerca de temas polêmicos. A marca de roupas Benetton já mandou ver na polêmica como forma de vender seu peixe. Em 1992, horrorizou muita gente com uma campanha que trazia a foto de um homem com aids no hospital, doença que, na época, ainda era tabu. Feito pela fotógrafa Therese Frare, o retrato lembra a tela religiosa Piettá, de Michelangelo. Depois, foi a vez de o fotógrafo Oliviero Toscani produzir uma série de fotos polêmicas para a marca: tem coisas como um padre e uma freira se beijando e até dois cavalos pegos no flagra. É dele também a foto de uma modelo em grau avançado de anorexia usada num anúncio. Feito para a marca de roupas Nolita em 2007, causou polêmica e acendeu a discussão sobre o tema da anorexia entre modelos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

MPF contra redes de lanchonetes!

Mais uma vez falando sobre o assunto do post "Propaganda que faz Mal", o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo informou hoje que entrou com ação civil pública, com pedido de liminar, para que as redes de lanchonetes McDonald's, Bob's e Burger King suspendam as promoções que casam venda de lanches com brinquedos. As redes Burger King e Bob's informaram, por meio de nota oficial, que ainda não foram notificadas pelo Ministério Público Federal e, por isso, não comentarão o assunto. O McDonald's também informou que não foi notificado, mas ressaltou que, desde parecer do MPF sobre o tema, a rede vende os brinquedos também de forma independente, "não havendo obrigatoriedade de consumir a refeição". Para o autor da ação, procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, os brinquedos influenciam as crianças na compra dos lanches, basicamente compostos de hambúrguer, batata frita e refrigerante, alimentos associados por especialistas ao problema da obesidade infantil. Araújo ressaltou que a estratégia de marketing utilizada por McDonald's, Bob's e Burger King nas promoções McLanche Feliz, Lanche Bkids e Trikids, respectivamente, incita o consumo e torna fiel o consumidor infantil a um produto altamente calórico. Ele disse ser contra o argumento das redes de que os pais são os únicos responsáveis pela compra ou não do lanche com o brinquedo. Conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a responsabilidade dos pais não isenta de responsabilidade o fornecedor nem faz a prática deixar de ser abusiva. Em 2006, o McDonald's firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPF para que os brinquedos que acompanham o McLanche Feliz fossem também vendidos separadamente. O objetivo do TAC era impedir a venda casada dos brinquedos com o lanche e permitir aos pais que completassem as coleções dos filhos, independentemente da compra de lanches. A ação, contudo, independe do TAC e se baseia em outros fundamentos legais, de acordo com o MPF. A preocupação não é apenas quanto à venda casada, mas sim quanto aos efeitos sobre a infância e a saúde pública do marketing infantil das redes de fast food.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

dá para ser viral tendo bom gosto e de forma natural?

Sempre tive muita dificuldade em pensar em algum vídeo que se tornasse viral, mas que não fosse de besteiras, como muitos por aí (Stefhany e seu Cross Fox), entre outros. Mas nos últimos dias, me deparei com vários vídeos que se tornaram virais, e não precisaram ser toscos ou algo parecido, muito pelo contrário, foram feitos de muito bom gosto:

Um deles é um vídeo clipe, da cantora Beyoncé. O clipe da música Single Ladies teve considerável número de acessos no youtube. Tanto é que muita gente resolveu imitar a cantora gravando um vídeo, e liberando na internet.


Outro bem interessante, e que também tem sido de muita repercussão é a campanha da SOS Mata Atlântica, onde incentiva as pessoas a economizarem até 4.380 litros de água por ano, apenas fazendo xixi no banho.


Agora um último deles, e de apelação talvez questionável. Esse vídeo viral contém cenas consideradas por muitos como forte e apelativas, mas para o intuito dele está ótimo: chocar os jovens, pois o número de gravidez na adolescência está aumentando cada vez mais no Reino Unido. Feito com todo um ar amador, como se tivesse sido filmado de um celular, e de forma espontânea, passa a impressão de ser um vídeo autêntico, com nada de armação. O problema é que o vídeo vem sendo tirado em menos de 24 horas do youtube, e de outros canais, por ser forte demais. Enquanto ainda não se aplica nenhuma lei para vídeos virais, vídeos apelativos demais devem seguir as leis do youtube, e outros sites de hospedagem na internet.


Caso não consiga ver o vídeo acima no youtube, clica AQUI!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Coca-Cola Zero

O novo site da Coca Cola Zero é bem diferente: um jogo onde o internauta se torna um agente secreto que recruta quatro personagens que fazem coisas estranhas, provando que o impossível é possível. A mensagem que a Coca quer passar é clara: dizer com isso que é possível a Coca Zero ter o mesmo sabor que a Coca normal (o que todo mundo quando toma nota na hora que não é). Mas o legal mesmo, é que o site tem toda uma atmosfera de detetive, e as missões tem um bom grau de desafio, e prende a atenção por um bom tempo. Mas aí, questionando, volto ao assunto do post anterior: será que isso é ético, quando o maior público que se interessa por esse tipo de site é o infanto-juvenil? Não é porque a coca normal não tem açúcar que ela é saudável. É um assunto bem rentável, e que necessita de uma discussão!

Pra quem quiser ver o site da Coca Zero, e se divertir com o jogo, clica AQUI!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Propaganda que faz mal?!?!

Ney Queiroz escreveu em seu blog uma "resposta" ao texto publicado por Maria Inês, em que se fala que a publicidade faz mal, e Ney rebate alegando que não é a publicidade, e sim o produto. Refletindo sobre o assunto, acreditamos que a publicidade deve ser regulamentada, pois os consumidores são muito vulneráveis, fazendo com que um limite em como é anunciado seja necessário. Isso deve ser ainda mais aplicado nas crianças, que não diferenciam ainda o que é necessário, o que é certo do que é errado. A melhor solução que encontramos para esse caso seria uma regulamentação ainda mais rígida: apenas se pode anunciar em horários em que crianças não podem assistir TV (de acordo com a classificação de cada programa), e mesmo assim, o anúncio deveria ter um aviso sobre os talvez malefícios que o produto pode causar. Acreditamos ainda que deveria aumentar o número de campanhas sobre alimentação saudável, prevenindo, inclusive, gastos públicos futuros. Também consideramos necessário e provavelmente eficaz que os pais, e profissionais da saúde e da educação, além também de políticos, promovam campanhas convocando as empresas do ramo alimentício e afins, bem como as revistas e programas voltadas ao público infanto-juvenil a fazerem marketing de comida de forma responsável.

Texto de: João Renato, Diego e Helen - 7PPAD

Rona + Apple

Para fazer barulho, nada melhor do que mexer com a Apple ou qualquer um de seus produtos. Foi o que fez a RONA, uma rede de material de construção e decoração no Canadá. Para promover o seu programa de reciclagem de resíduos tóxicos para o meio-ambiente, a empresa realizou uma intervenção em um outdoor do iPod Nano, com a frase: “Nós recuperamos restos de pintura”.



Vendo isso, me pergunto se aqui no Brasil há possibilidade de fazer esse tipo de publicidade sem que ocorra uma denúncia no CONAR. Eu particularmente achei uma atitude simpática, sem denegrir a marca da peça original.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Comercial do Sky HDTV

A SKY lançou nesse último domingo no Fantástico a sua nova campanha para divulgar a sua nova versão HD. A campanha foi estrelada por Gisele Bundchen, dentro de um saguão no aeroporto, e tem gerado repercussão. Veja o comercial:



Apesar de ter gostado, e do filme ter sido produzido por ninguém menos que Fernando Meirelles, não acho motivo de tanto falatório, já que não tem muita inovação, pois fora do Brasil já é muito comum esses flashmobs publicitários. E, ao contrário de várias produções dos Estados Unidos, ali a maioria das coisas não aconteceu de forma espontânea, pois contava com um elenco de mais de 1000 pessoas. Mas, por outro lado, acho interessante que se começe a fazer esse tipo de publicidade no Brasil.